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Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Terça-feira, 15 de maio de 2018

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SECRETARIA DE SAÚDE DE IGUARAÇU

o coordenador da Atenção Primária de Iguaraçu - Psicólogo Jhonatas Bueno Barbosa, destaca para que nossa comunidade fique atento a essa Data que marca os 30 anos desta luta " por uma sociedade sem manicômios",  mas com serviços que acolham e dignifiquem aqueles que sofrem de transtorno mental. 

Dia Nacional da Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio marca, no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Esta data, instaurada em 1987 na cidade de Bauru, durante o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, deu visibilidade ao Movimento da Luta Antimanicomial, adotando o lema "Por uma sociedade sem manicômios" e inaugurando uma nova trajetória da proposta de Reforma Psiquiátrica Brasileira.

Seus objetivos são, desde então, propor não só mudanças no cenário da Atenção à Saúde Mental, mas, principalmente, questionar as relações de estigma e exclusão que social e culturalmente se estabeleceram para as pessoas que vivem e convivem com os “transtornos mentais”. É tempo de comemorar! Mas também é tempo de ficar atento para que conquistas históricas não vivam retrocessos e nos envergonhem enquanto sociedade, enquanto cidadania.

Entendemos ser da nossa responsabilidade, enquanto profissionais da saúde mental, participar ativamente desta discussão, afirmando a necessidade de efetivação de políticas de saúde mental que contemplem a diversidade de situações enfrentadas pelos sujeitos que habitam o contemporâneo.

Neste sentido, entendemos que precisamos sim ampliar o número de espaços e serviços que acolham os sujeitos em momentos de sofrimento psíquico grave.

Porém, estes espaços não podem ser regidos pela mesma lógica excludente e de segregação delineada nas estruturas manicomiais, ainda presente em muitas das ações daqueles que pensam, planejam e trabalham em serviços de atenção em saúde mental no Brasil.

Pautados pela lógica da integralidade, não podemos entender como ações de atenção à saúde (incluindo a saúde mental), podem ser realizadas em instituições que estigmatizam, excluem, proíbem a participação de outros elementos no processo terapêutico que não os puramente biomédicos.

Com certeza, não basta mudarmos os locais de atenção, é preciso desconstruir os “manicômios mentais” que nos habitam. Porém, também não podemos dizer que usar os espaços físicos dos manicômios, “apenas como espaços físicos”, seja inócuo às nossas práticas.

Não há como habitar um espaço que carrega uma construção secular de exclusão sem ser tomado por ela. Desta forma, lutamos por uma atenção em saúde mental com maior participação da população na mudança do modelo assistencial, com garantia aos direitos humanos, e convida a população em geral a participar das discussões em torno deste tema, e a posicionar-se criticamente no sentido da garantia de serviços inclusivos.

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